A Música nas Escolas Pitagóricas como Elemento Doutrinário
A música tem uma importância imensa no comportamento do ser humano e da
sociedade razão pela qual de forma alguma ela deve ser excluída dos estudos
místicos.
Os sons sempre foram tomados em consideração pelos místicos de todos os tempos,
por se tratarem de manifestações vibratórias que envolvem princípios altamente
efetivos para determinadas práticas.
Nas línguas antigas as palavras, além de um sentido comum, tinham também um
sentido esotérico, isto é, eles tinham um sentido oculto.
Uma palavra não era uma aglomeração casual de sons...
Todas as coisas se movimentam e vibram com seu próprio
regime de vibração.
Nada está em repouso.
Das galáxias às partículas subatômicas, tudo é movimento.
Todos os objetos materiais são feitos de átomos e a enorme variedade de
estruturas moleculares não é rígida ou imóvel, mas oscila de acordo com as
temperaturas e com harmonia.
A matéria não é passiva ou inerte, como nos pode parecer a nível material, mas
cheia de movimento e ritmo.
Ela dança.
Daí a alegoria de Shiva o
dançarino cósmico que sustenta através de sua dança o ritmo do Universo.
A matéria, tal qual como a percebemos, como sendo uma estrutura rígida, é apenas uma impressão ou fenômeno produzido pelo movimento das partículas dos átomos, que por sua vez se ligam uns aos outros formando moléculas que vibram em ressonância com as vibrações do meio ambiente... numa dança de movimento intenso....
Blavatsky vai mais longe, afirmando que tudo o que se move é um ser VIVO... não há matéria inorgânica, pois tudo se move e tudo é Vida... desde as partículas atômicas até aos Enxames de Galáxias.....
Sabe-se que qualquer vibração pode ser numericamente
definida e formulada, e a qualquer número corresponde uma vibração, que ao
descer a escalada da criação assume diferentes aspectos da cor (luz) , do som e
da forma.
Os físicos Ernest-Florent-Frédéric Chladne (1756-1827) e Félix Savart
(1791-1841) foram provavelmente os primeiros a fazer o experimento, com ajuda
de equipamentos sonoros faziam vibrar placas metálicas recobertas de areia
muito fina, que sob o efeito da uma determinada nota ou vibração se movimentava
sobre a placa formando desenhos e padrões, essas formas complexas são idênticas
ao que apresentam as formas orgânicas como a estrutura de uma concha ou de um
esqueleto.... ver aqui
No Livro A Voz do Silêncio - H.P.Blavatsky, no III Fragmento
que fala sobre Os Sete Portais, um diálogo entre o Mestre e seu Discípulo,
lemos assim no verso n° 225
Bem, esse verso fala sobre a unicidade de tudo...
Somos todos Um....
em nota de rodapé, temos a seguinte explicação desse verso:
"Os budistas do Norte e, de resto, todos os chineses, sentem no fundo
rugir de alguns dos grandes rios sagrados, a nota tônica da Natureza. Daí o
símile."
É um fato bem conhecido, tanto em Física como em Ocultismo, que o som global da
Natureza - tal como se ouve no rugir de grandes rios, no ruído produzido pelo
balanço das copas das árvores, nas grandes florestas, ou de uma cidade à
distância - é uma nota única e definida, de diapasão bem apreciável.
Isto o demonstra físicos e músicos.
Assim o professor Rice (A Música Chinesa) mostra que os chineses reconheceram
este fato há milhares de anos, dizendo que as águas do Hoang-ho, ao fluírem
torrenciais, entoavam o kung, chamado "o grande tom", na música
chinesa.
Esse tom corresponde ao F (ou fá), considerado pelos físicos modernos como a
tônica efetiva da Natureza.
O Professor B.Silliman também menciona isso em seus Princípios de Física,
dizendo que se crê "ser este tom o fá mediano do piano, que, portanto,
pode ser considerado a nota tônica da Natureza."
Mais uma vez, a Física redescobre verdades milenares ...
No Oriente, temos ainda o Som Semente - o
sagrado OM -
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