Zaratustra, no entanto, olhava a multidão, e assombrava−se.
Depois falava assim:
"O homem é corda
estendida entre o animal e o Super−homem:
uma corda sobre um abismo;
perigosa travessia,
perigoso caminhar; perigoso
olhar para trás, perigoso tremer e parar.
O que é de grande valor no
homem é ele ser uma ponte e não um fim;
o que se pode amar no homem
é ele ser uma passagem e um acabamento.
Eu só amo aqueles que sabem
viver como que se extinguindo,
porque são esses os que
atravessam de um para outro lado.
...
Amo os que não procuram por
detrás das estrelas uma razão para sucumbir e
oferecer−se em sacrifício,
mas se sacrificam pela terra, para que a terra
pertença um dia ao
Super−homem.
...
Amo o que se envergonha de
ver cair o dado a seu favor e, por essa razão, se
pergunta: "Serei um
jogador fraudulento?", porque quer ir ao fundo.
...
Amo aquele cuja alma é
profunda, mesmo na ferida,
e ao que pode aniquilar um
leve acidente,
porque assim de bom grado
passará a ponte.
...
Amo todos os que são como
gotas pesadas que caem uma a uma da
nuvem escura suspensa sobre
os homens, anunciam o relâmpago
próximo e desaparecem como anunciadores....”
Friedrich Nietzsche - Assim Falou Zaratustra
Nas profundezas do nordeste da Índia, num dos lugares mais úmidos na terra, as pontes não são construídas - vão crescendo....
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