Mantra (do sânscrito Man mente e Tra alavanca)
é uma sílaba ou poema religioso normalmente em sânscrito.
Os mantras originaram do hinduísmo, porém são utilizados também no budismo.
Mantras são versos tomados das obras védicas, tendo como característica principal a combinação de certas palavras ritmicamente disposta, mediante as quais se originam certas vibrações que produzem certos efeitos físicos e psíquicos.
Esotericamente, os Mantras são Invocações, e como ensina a ciência esotérica, cada som no mundo físico desperta um som equivalente no mundo sutil que incita a ação de uma força oculta da Natureza.
O Som é o mais eficaz e poderoso agente mágico e a primeira chave para abrir a porta de comunicação entre os Mundos Físico e Sutil
Por outra lado, cada letra tem um significado oculto, e sua razão de ser é uma causa e também um efeito de outra causa precedente, e a combinação das letras resulta com muita frequência efeitos surpreendentes.
Os Mantras são retirados de livros especiais que os brahmanes mantém ocultos, e, segundo dizem, cada Mantra tem o poder de produzir um determinado efeito, posto que quem o recita ou lê, ou canta com a devida entonação dá origem a causas ocultas que produzem efeitos imediatos.
Mantra-bîja (Sánscrito).- “Semente Mágica”. – A primeira sílaba de um mantra, em que se dá a nota fundamental. (P. Hoult). (Glosário Teosófico. H.P.Blavatsky.)
John Blofeld encontrou em Hong Kong no começo do século XX mantras cuja língua ninguém sabia identificar, e que pareciam uma alteração de um original sânscrito.
Para algumas escolas, especificamente as de fundamentação técnica, mantra pode
ser qualquer som, sílaba, palavra, frase ou texto, que detenha um poder
específico. Porém, é fundamental que pertença a uma língua morta, na qual os
significados e as pronúncias não sofram a erosão dos regionalismos por causa da
evolução da língua. Existem mantras para facilitar a concentração e meditação,
mantras para energizar, para adormecer ou despertar, para desenvolver chakras
ou vibrar canais energéticos a fim de desobstruí-los.
Mecanismo de funcionamento
Ao longo dos anos, os ocidentais que chegaram ao oriente
tentaram explicar porque os mantras produzem os efeitos esperados. Jonh Blofeld
(ver abaixo), que estudou por dentro as culturas indiana e chinesa, notou que
não é necessário saber o significado das palavras ditas.
Alguns psicólogos ocidentais defendem que o mantra possui uma energia sonora
que movimenta outras energias que envolvem quem o entoa. Blofeld observou que
não importa a correção da pronúncia: o mesmo mantra entoado de forma
muito diferente em países diversos, e sempre produzindo os efeitos esperados.
Outra explicação seria a mesma usada para o efeito dos mudras: um gesto
repetido por tantas pessoas durante tantos séculos que criou um tipo de caminho
energético - que podemos chamar de marca no akasha, ou no inconsciente
coletivo - que é rapidamente seguido pela psique da pessoa que o executa.
Muito comum é o apoio do japamala, uma espécie de rosário utilizado para
contar a repetição de 108 vezes que um mantra geralmente deve ser entoado.
No Livro MantrasPalavras Sagradas de Poder de JOHN BLOFELD.
encontramos o seguinte:
Geralmente, divido os mantras em três categorias, das quais só me sinto
capaz de falar com ligeira autoridade sobre-a primeira:
1— Mantras usados na contemplação iogue, maravilhosos mas não miraculosos.
2— Mantras com efeitos aparentemente miraculosos.
3— Mantras que, se tudo quanto se afirma a seu respeito for válido, devem
provisoriamente ser julgados capazes de agir miraculosamente, ao menos até que
a forma de sua ação seja melhor compreendida.
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